quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Coisas.

Às vezes eu fecho os meus olhos e ouvidos
e as coisas parecem perder o sentido
escuto as pessoas falando ao redor
(e os meus pensamentos que eu já sei de cor)
qualquer novidade, a mais quente da praça
e o tradicional, igualmente sem graça
os velhos costumes, as novas manias
as vozes, às vezes, parecem vazias
o saco tá cheio , tá fraco, cansado
escuto as pessoas falando ao meu lado
a televisã, as notícias de sempre
que querem que eu saiba, que querem que eu lembre
mentiras, verdades, são tão parecidas
azares e sorte, a morte e as vidas
às vezes as coisas parecem perder
o sentido e a razão, e a razão de ser
tudo perde o sentido e a graça e o gosto
às vezes as coisas parecem sem rosto
são coisas que a vida, da vida de coisas
de coisas pequenas que agente atropela
as coisas da rua, do ar e das casas
as cores das coisas na nossa janela
às vezes eu abro os meus olhos e ouvidos
e as coisas parecem fazer mais sentido
e a cor aparece e o céu me colore
querendo que eu ria, querendo que eu chore
eu moro nas coisas, na casa das coisas
das coisas pequenas que agente ignora
das coisas da lua, do mar e das asas
das coisas de sempre, de hoje, de agora.




- Autor: Gabriel o Pensador!

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